30/10: Sonhos e fumaças
Fumaças e Espelhos é o nome de um livro do Neil Gaiman pelo qual sou apaixonada. Histórias cinematográficas que me fizeram pensar no papai-noel, na branca de neve e nos anjos e demônios de uma maneira nunca antes imaginada. E agora escutando Morphine – banda do finado Mark Sandman, coincidentemente, outra paixão antiga – e pensando no livro Sandman - A Casa das Bonecas, também do Gaiman, e que acabei de ler, penso que tudo é sonho e fumaça.
Fotos Melissa Medroni

Há quase 50 anos, manifestações populares foram esmagadas por tanques soviéticos nas ruas de Budapeste, capital da Hungria. Na época, o país era refém da ditadura comunista da União Soviética, que dominou a região após a 2a Guerra Mundial - a Hungria apoiou os nazistas na tentativa de recuperar antigos territórios e acabou perdendo a soberania com a derrota dos alemães. Naquele episódio de 1956, cerca de 25 mil húngaros, a maioria jovens, foram assassinados em Budapeste pela milícia soviética. A memória dos que perderam a vida no evento, conhecido como Revolução Nacionalista, foi celebrada no último domingo, dia 23 de outubro, feriado nacional do calendário húngaro.
Há quase 50 anos, manifestações populares foram esmagadas por tanques soviéticos nas ruas de Budapeste, capital da Hungria. Na época, o país era refém da ditadura comunista da União Soviética, que dominou a região após a 2a Guerra Mundial - a Hungria apoiou os nazistas na tentativa de recuperar antigos territórios e acabou perdendo a soberania com a derrota dos alemães. Naquele episódio de 1956, cerca de 25 mil húngaros, a maioria jovens, foram assassinados em Budapeste pela milícia soviética. A memória dos que perderam a vida no evento, conhecido como Revolução Nacionalista, foi celebrada no último domingo, dia 23 de outubro, feriado nacional do calendário húngaro.
24/10: Tributo ao Morphine
Circuito Unplugged Chinasky apresenta:
Iris em Um Tributo ao Morphine - versões acústicas
Dia 26 de outubro, quarta-feira
às 21h30
entrada: 3 reais
Chinasky Bar: Rua Inácio Lustosa, 530
Iris em Um Tributo ao Morphine - versões acústicas
Dia 26 de outubro, quarta-feira
às 21h30
entrada: 3 reais
Chinasky Bar: Rua Inácio Lustosa, 530


Toda a pureza que se imagina que exista no Oriente com toda a malícia que supostamente pertence ao Ocidente. Com essas diferenças culturais, Frédéric Boilet filma com palavras a história de um quadrinista francês e sua musa japonesa, em O Espinafre de Yukiko. O personagem masculino se apaixona e não consegue desenhar mais nada que não seja aquela menina e os seus traços. Os olhos, o pescoço, os ombros e o espinafre, como ele chama.
21/10: Guerra e Paz
Estréia nos cinemas italianos "La tigre e la neve", novo filme de Roberto Benigni, ambientado na cidade de Bagdá.
fotos Marcelo Dallegrave

Uma mulher passa com duas crianças na bicicleta e, enquanto se equilibra, grita alguma coisa em italiano para um homem do outro lado da rua, também com duas crianças na garupa. Entre eles, os carros aceleram sem atrapalhar a conversa. Na mesma rua, grupos de turistas - japoneses, alemães, portugueses, franceses, etc, etc, etc -, viajantes com mapas a postos tentando se localizar, um motorista de ônibus xingando o condutor do carro da frente e senhoras passeando com seus cachorros. Emoldurando o cenário caótico, uma igreja do século 14 e construções com arcos romanos e colunas coríntias, no estilo renascentista clássico. Essa é Florença, principal cidade da região da Toscana, uma das mais almejadas pelos turistas, protagonistas de uma peregrinação totalmente justificável.
Uma mulher passa com duas crianças na bicicleta e, enquanto se equilibra, grita alguma coisa em italiano para um homem do outro lado da rua, também com duas crianças na garupa. Entre eles, os carros aceleram sem atrapalhar a conversa. Na mesma rua, grupos de turistas - japoneses, alemães, portugueses, franceses, etc, etc, etc -, viajantes com mapas a postos tentando se localizar, um motorista de ônibus xingando o condutor do carro da frente e senhoras passeando com seus cachorros. Emoldurando o cenário caótico, uma igreja do século 14 e construções com arcos romanos e colunas coríntias, no estilo renascentista clássico. Essa é Florença, principal cidade da região da Toscana, uma das mais almejadas pelos turistas, protagonistas de uma peregrinação totalmente justificável.
Leitura de poesia sem ar blasé. Assim foi a estréia do projeto Porão Loquax – a Voz da Palavra. Idealizado e dirigido pelo poeta Mario Domingues e por Ieda Godoy, proprietária do Wonka Bar, o evento começou com o poeta londrinese Rodrigo Garcia Lopes, na semana passada, com versos que tocaram a alma. O cara é foda, me emocionou. Na próxima terça-feira, dia 11 de outubro, é a vez do poeta e tradutor Fernando Koproski ler poemas próprios, de livros como Tudo o que eu não sei sobre o amor (Travessa do Editores, 2003) e traduções de poemas de Charles Bukowski, contidas no livro Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser eu mesmo amém (Sette Letras, 2005). Participação especial do Alexandre França, no violão.
Quem ler essa matéria e ver o sobrenome da Larissa – uma das atrizes da peça Um Lugar Perfeito, que estreou na quinta-feira, 6 de outubro –, vai saber que nós somos irmãs. Mas eu não acredito em imparcialidade jornalística mesmo e esse espaço, oplanob, é para falar realmente das coisas que a gente gosta. E vi e gostei muito da peça Um Lugar Perfeito.
Marcello Dallegrave

Lucerna
No trem que pegamos em Florença, na Itália, a caminho da Suíça, pergunto para a atendente se existe risco de perder a conexão que devemos fazer em uma estação próxima ao maciço de St. Gothard, para chegar até o nosso destino, a cidade de Lucerna. A funcionária avisa que não há necessidade de se preocupar com atrasos, porque os suíços são - ela faz uma pausa e diz - "precisos". Em pouco tempo de viagem, descubro que a precisão suíça é, de fato, uma característica tão legitima quanto os canivetes Victorinox, os relógios, os queijos e os vinhos vendidos no país.

Lucerna
No trem que pegamos em Florença, na Itália, a caminho da Suíça, pergunto para a atendente se existe risco de perder a conexão que devemos fazer em uma estação próxima ao maciço de St. Gothard, para chegar até o nosso destino, a cidade de Lucerna. A funcionária avisa que não há necessidade de se preocupar com atrasos, porque os suíços são - ela faz uma pausa e diz - "precisos". Em pouco tempo de viagem, descubro que a precisão suíça é, de fato, uma característica tão legitima quanto os canivetes Victorinox, os relógios, os queijos e os vinhos vendidos no país.
