Leia a novela em www.polacodabarreirinha.blogspot.com
04/12: A morte

Existem várias críticas na internet e na grande imprensa sobre o que é a Morte, de Neil Gaiman, lançado em setembro pela editora Conrad. Se você quer um texto que fale sobre o que você vai encontrar em cada capítulo ou sobre a importância da série Sandman para o mundo, vai lá, é só digitar o Google. Eu vou te dizer que é animal, é maravilhoso, é literatura fantástica, lírica, pura, é um livro daqueles que mexe com você e com todas as suas crenças, é mais que quadrinhos ou fotografia ou literatura. É arte, e ela só se sente, não se explica.
09/11: Leilão de jardim
03/07: Do virtual para o real

Capa da edição nº 1
O Cracatoa Simplesmente Sumiu, um dos mais comentados endereços virtuais de origem paranaense, comemora dois anos no ar com o lançamento de um periódico de literatura. Trata-se do Todoprosa, um jornal de narrativas literárias que pode ser baixado no formato PDF e livremente copiado. O interessado pode imprimi-lo, distribuí-lo como suplemento ou afixá-lo em locais públicos, como faculdades e escolas. Em entrevista para O Plano B, o idealizador do Cracatoa e do Todoprosa, o jornalista Alessandro Martins, fala mais sobre o assunto.
12/06: Os Filhos de Anansi

Não é de estranhar o frisson que a presença do escritor Neil Gaiman causa em seus leitores fiéis, como foi relatado recentemente pelo autor para a Folha de São Paulo. Ele se tornou, por sua literatura, um fenômeno pop. Além das idéias originais, amáveis e perversas, que saem de sua mente, Gaiman escreve de maneira extremamente próxima, como se tudo pudesse acontecer comigo ou com você, bastasse um pouco mais de emoção e imaginação em nossas nem sempre agitadas vidas. É assim no recém-lançado, pela editora Conrad, Os Filhos de Anansi.
04/06: Polaco da Barreirinha

foto de Alessandro Wojciechowski
Vida/ um ano a mais/ um ano a menos/ que diferença faz/ quando já somos/ mais ou menos/ mais suaves/ mais sábios/ mais fortes/ mais justos/ e de mais a mais/ cromossomos/ um ano a mais/ um ano a menos/ a vida é cais/ e lá vão nossos sonhos:/ barcos pequenos/ um ano a mais/ um ano a menos/ lendo os sinais/ nos esquecemos/ e quando nos lembramos/ é tarde demais/ um ano amais/ outro odiais/ um ano demais/ outro de menos/ um ano tanto fez/ outro tanto faz/ um ano como nunca ouve outro/ um ano sem pagar e só levando o troco/ um ano que vem/ um ano que vai/ e os mesmos ais/ mais amenos. Leia a entrevista com o autor do poema Vida, Antonio Thadeu Wojciechowski.
01/06: A Última Casa de Ópio

Faro aguçado e olhar treinado. O escritor Nick Tosches escreveu em A Última Casa de Ópio, lançado em maio no Brasil pela Conrad, um relato delicioso sobre buscas incessantes. Ele transformou o que era uma matéria sobre as casas de ópio em Nova York, para a revista Vanity Fair, em uma obsessão. Se mandou para o Extremo Oriente, procurou e escreveu mais que um belo livro. Trata-se de uma metáfora sobre as buscas que o ser humano traça para si mesmo, e nem sempre alcança. Ele narra as histórias com tanta delicadeza, que é quase possível sentir o cheiro dos rituais, o aroma da amêndoa queimada, como ele coloca.
21/05: David Goodis

Atire no Pianista e A Garota de Cassidy são dois livros, assinados por David Goodis, que mudaram a cor dos últimos dias. Histórias intensas, o acaso que transforma cada segundo irremediavelmente, pessoas levando rasteiras e levantando cada vez mais dignas. David Goodis viveu apenas 50 anos, de 1917 a 1967, a maior parte do tempo na doce e amarga Filadélfia, e soube transformar os seus personagens em pessoas basicamente comuns. Histórias que se lê no jornal quase todos os dias, mas que não passam de números, fruto da violenta e atraente atmosfera que costumamos chamar de a realidade da vida.
21/04: Hendrix rides again
texto de Tuti Maioli Neto
(em memória de Fernando Raiter)

Um mito navega quase sempre entre lendas e histórias. Como a vida de Jimi Hendrix, por exemplo, nascido em Seattle, a mesma terra que tem a ver com Kurt Cobain, o anjo desolado e a atriz Frances Farmer, a quem Nirvana dedicou uma canção. Real: Hendrix viveu uma infância entre pobreza, pais alcoólatras e num tempo de racismo extremado. Nas lojas, ele não podia provar as roupas, porque era negro.
(em memória de Fernando Raiter)

Um mito navega quase sempre entre lendas e histórias. Como a vida de Jimi Hendrix, por exemplo, nascido em Seattle, a mesma terra que tem a ver com Kurt Cobain, o anjo desolado e a atriz Frances Farmer, a quem Nirvana dedicou uma canção. Real: Hendrix viveu uma infância entre pobreza, pais alcoólatras e num tempo de racismo extremado. Nas lojas, ele não podia provar as roupas, porque era negro.
13/04: Beckett & Leminski
texto Tuti Maioli Neto

Domingos são lentos em qualquer país. Foi num destes, entre café & nicotina & « SonntagsZeitung », um jornal suíço, que Beckett entrou pelas minhas portas, sem sequer ter mandado um SMS, dizendo que vinha. Foi ele, o irlandês, que recebeu o Prêmio Nobel em 1969 e fez o mundo inteiro esperar o Godot. As linhas me dizem de um jubileu, pois ele nasceu no dia 13 de abril de 1906.

Domingos são lentos em qualquer país. Foi num destes, entre café & nicotina & « SonntagsZeitung », um jornal suíço, que Beckett entrou pelas minhas portas, sem sequer ter mandado um SMS, dizendo que vinha. Foi ele, o irlandês, que recebeu o Prêmio Nobel em 1969 e fez o mundo inteiro esperar o Godot. As linhas me dizem de um jubileu, pois ele nasceu no dia 13 de abril de 1906.

