23/01: Era uma vez uma cidade...
Category: Turismo
Posted by: Melissa Crocetti
texto e fotos Marina Sell Brik

Sala de uma casa
Imaginar que uma cidade como esta um dia chegou a ser habitada por 10 mil pessoas é surreal. Só não é mais difícil de acreditar porque ela foi mantida de uma forma assustadoramente intacta.

Cozinha de uma casa
Depois de passar por um trecho de terra de 13 milhas que liga a estrada 395 à cidade de Bodie, você já está no clima de um legítimo velho oeste. Uma verdadeira cidade fantasma encravada no meio da ensolarada Califórnia. Se o acesso de carro já é meio complicado, eu ficava só imaginando como seria no tempo das diligências. A história deste lugar começa em 1859, ano em que foi descoberta como fonte de ouro por William Bodey, conhecido como Bodie Bluff, daí o nome da cidade. Diz a lenda que era para a cidade se chamar Bodey, mas como o letrista não tinha a letra Y, ficou Bodie mesmo.

Os papéis de parede das casas estão todos descascados. Eles eram colocados em várias camadas, incluindo jornal e até mesmo tecido, para manter as casas aquecidas.
E por ser época da corrida do ouro, muitas famílias, prostitutas e bandidos se mudaram para lá em busca de fortuna e de uma vida melhor. No início, eram só 20 mineradores. Mais tarde, chegou a ter 10 mil habitantes. Infelizmente, Bodie foi destruída várias vezes por incêndios que eram extintos com dificuldade. A debandada geral da população aconteceu em 1932, quando o ouro havia acabado e as famílias deixaram tudo o que fosse mais pesado ou supérfluo para trás. O que sobrou de Bodie foi comprado em 1962 pelo Estado da Califórnia para se tornar então um parque histórico. As imagens do interior das casas foram tiradas pela porta ou janela, já que não é permitido entrar nelas por motivo de preservação do lugar.

Vista geral da cidade, com a mina bem ao fundo e um carrinho de mineração.
O potencial para cidade fantasma é altíssimo, porque além de ser em um local distante, abandonado e isolado, dizem que em Bodie morria uma pessoa por dia em decorrência da mistura fatal ouro-dinheiro-álcool. Por causa disso e de outras tantas histórias, o clima da cidade é fantasmagórico. E à noite deve ser ainda pior.

Virgin Alley. O nome dessa rua não podia ser mais irônico, já que era o local do prostíbulo mais animado da cidade.
Na caminhada para conhecer Bodie, a companhia de pequenos ratos que habitam a cidade provavelmente há gerações é inevitável. Em uma espiada pela janela de cada casa ou comércio, você já é transportado para o cotidiano delas. A sensação de que alguém vai aparecer na sala que você espia e chispar você dali é constante. Na mercearia, dá para distinguir os produtos com embalagens da época como sucrilhos, maionese, aspirina, pasta de dente e café. E nessas andanças vouyeristas, você acompanha em um livreto a história das famílias que moravam nessas casas, com os nomes das pessoas e o que faziam. Nem imaginavam elas que um dia fariam parte da história da Califórnia e que teriam suas casas invadidas por olhares de estranhos.


A primeira escola foi incendiada por um aluno que estava de castigo nos fundos da sala de aula. Ele começou a brincar de atear fogo em um mato queimado e acabou provocando o incêndio. Esta foi a segunda escola da cidade. Nela, é possível ver uma série de objetos intactos, já que a cidade foi abandonada de uma hora para outra.


Igreja Metodista, de 1882. Com órgão e forno à lenha, usado nos domingos gelados de inverno.

Sala de uma casa
Imaginar que uma cidade como esta um dia chegou a ser habitada por 10 mil pessoas é surreal. Só não é mais difícil de acreditar porque ela foi mantida de uma forma assustadoramente intacta.

Cozinha de uma casa
Depois de passar por um trecho de terra de 13 milhas que liga a estrada 395 à cidade de Bodie, você já está no clima de um legítimo velho oeste. Uma verdadeira cidade fantasma encravada no meio da ensolarada Califórnia. Se o acesso de carro já é meio complicado, eu ficava só imaginando como seria no tempo das diligências. A história deste lugar começa em 1859, ano em que foi descoberta como fonte de ouro por William Bodey, conhecido como Bodie Bluff, daí o nome da cidade. Diz a lenda que era para a cidade se chamar Bodey, mas como o letrista não tinha a letra Y, ficou Bodie mesmo.

Os papéis de parede das casas estão todos descascados. Eles eram colocados em várias camadas, incluindo jornal e até mesmo tecido, para manter as casas aquecidas.
E por ser época da corrida do ouro, muitas famílias, prostitutas e bandidos se mudaram para lá em busca de fortuna e de uma vida melhor. No início, eram só 20 mineradores. Mais tarde, chegou a ter 10 mil habitantes. Infelizmente, Bodie foi destruída várias vezes por incêndios que eram extintos com dificuldade. A debandada geral da população aconteceu em 1932, quando o ouro havia acabado e as famílias deixaram tudo o que fosse mais pesado ou supérfluo para trás. O que sobrou de Bodie foi comprado em 1962 pelo Estado da Califórnia para se tornar então um parque histórico. As imagens do interior das casas foram tiradas pela porta ou janela, já que não é permitido entrar nelas por motivo de preservação do lugar.

Vista geral da cidade, com a mina bem ao fundo e um carrinho de mineração.
O potencial para cidade fantasma é altíssimo, porque além de ser em um local distante, abandonado e isolado, dizem que em Bodie morria uma pessoa por dia em decorrência da mistura fatal ouro-dinheiro-álcool. Por causa disso e de outras tantas histórias, o clima da cidade é fantasmagórico. E à noite deve ser ainda pior.

Virgin Alley. O nome dessa rua não podia ser mais irônico, já que era o local do prostíbulo mais animado da cidade.
Na caminhada para conhecer Bodie, a companhia de pequenos ratos que habitam a cidade provavelmente há gerações é inevitável. Em uma espiada pela janela de cada casa ou comércio, você já é transportado para o cotidiano delas. A sensação de que alguém vai aparecer na sala que você espia e chispar você dali é constante. Na mercearia, dá para distinguir os produtos com embalagens da época como sucrilhos, maionese, aspirina, pasta de dente e café. E nessas andanças vouyeristas, você acompanha em um livreto a história das famílias que moravam nessas casas, com os nomes das pessoas e o que faziam. Nem imaginavam elas que um dia fariam parte da história da Califórnia e que teriam suas casas invadidas por olhares de estranhos.

A prisão da cidade, que tinha como fiança $5 para os “guests”.

A primeira escola foi incendiada por um aluno que estava de castigo nos fundos da sala de aula. Ele começou a brincar de atear fogo em um mato queimado e acabou provocando o incêndio. Esta foi a segunda escola da cidade. Nela, é possível ver uma série de objetos intactos, já que a cidade foi abandonada de uma hora para outra.

Carcaça de carros.

Igreja Metodista, de 1882. Com órgão e forno à lenha, usado nos domingos gelados de inverno.

Mariliza wrote: