“Popopopopopopó”… Esta é a letra do último sucesso nas rádios italianas. Do mais usado grito de guerra nos estádios, da comemoração mais lembrada nos aniversários e casamentos. Do que se trata?


Da, digamos, verbalização do som do baixo e da bateria tocados pela dupla White Stripes na abertura da música Seven Nation Army, do álbum Elephant.

Uma brasileira que vive na Itália me decifrou o enigma de como este trecho de música norte-americana foi parar na boca e nos alto falantes de toda a Itália (assim como qualquer grude musical, o “popopó” foi gravado em estúdio e pode ser comprado em qualquer feira livre ou loja de respeito).

Acontece que a música, não a música toda, mas só a introdução de Seven Nation Army, era reproduzida na abertura dos jogos da Copa do Mundo da Alemanha transmitidos pela RAI (rede televisiva estatal italiana).

Um dia, segundo a minha fonte, Totti, então ídolo da seleção italiana, fez um gol e, na comemoração, cantou em alto e bom som, para quem quisesse fazer a leitura labial, a incrível letra de “popopó”, imitando o trecho da música tantas vezes reproduzida nas casas dos italianos que, como os brasileiros, paravam tudo para acompanhar as partidas.

Como a Itália avançou até a final, vencendo a Copa, inclusive, o bordão musical virou febre e evoluiu. Ganhou uma letra melhorada. Os versos “popopó” foram maliciosamente substituídos por “siamo campioni del mondo”.

Mas já era tarde. O “popopó” ja tinha pegado. E quando pega, já viu. È como o “tatata” do Senna, antigamente usado para sinalizar vitórias. Agora, quando os italianos estão felizes campricham no gogó e cantam “popopó...”.