30/04: Nothing Ever Last Forever
Category: Música
Posted by: Maria Thereza Fontoura
fotos Marcelo Dallegrave
“Nada dura para sempre”, canta Echo and the Bunnymen em um dos seus grandes sucessos. De fato, vida é feita de momentos; mas as lembranças... essas ninguém apaga. E certamente os fãs que puderam acompanhar o show da banda inglesa, realizado na última sexta-feira no Curitiba Master Hall, não vão se esquecer desta noite.
Pela quarta vez no Brasil e a segunda em Curitiba (eles já haviam vindo para cá em 1999), Ian McCulloch, Will Sergeant e os homens-coelho superaram todas as expectativas. O rock underground dos anos 80, que nos antigos vinis soava um tanto quanto soturno, ao vivo transformou-se num espetáculo grandioso. Muito gelo seco e luzes frias deram o clima. Boa parte do show um único holofote iluminou a silhueta de McCulloch – que, com seus indefectíveis óculos-escuros e fumando um cigarro após o outro, conduziu, impassível, uma apresentação assombrosamente admirável.
O repertório foi baseado principalmente nos clássicos dos quase trinta anos de carreira. De Sibéria, décimo disco lançado recentemente, foram apenas quatro músicas: Stormy Weather, Of a Life, Scissors in the Sand e In the Margins. Em compensação, os fiéis fãs do Echo – muitos deles já trintões e quarentões – puderam acompanhar, ao vivo, Seven Seas, Bring on the Dancing Horses, Back of Love, Never Stop, Rescue, The Cutter... todas, uma a uma, para o deleite da platéia. Como se não bastasse, foram pegos de surpresa com Roadhouse Blues, dos Doors, uma das grandes influências da banda.
No bis, uma apresentação magnífica de Nothing Ever Last Forever, entremeada com trechos de Walk on the Wild Side, de Lou Reed, Don’t Let me Down, dos Beatles e Jealous Guy, de John Lennon. Lips Like Sugar parecia ser a última, mas a banda ainda retornou ao palco mais uma vez para encerrar com Ocean Rain.
Afinal, tudo o que é bom também acaba.

Karina wrote: