20/02: O low rock de Os Kompressores
Category: Música
Posted by: Melissa Crocetti
Eles tocam rock, low rock. Eles são Ariel, Jack e Trajano e os instrumentos são saxofone tenor, baixo e bateria, respectivamente. Os Kompressores têm chamado a atenção na cena musical de Curitiba pela influência do Morphine, pelas belas letras e pelo virtuosismo dos instrumentistas. Eles tocam nessa quinta-feira, 23 de fevereiro, no Korova (veja serviço). Jack, que também é o vocalista da banda, cedeu a entrevista que segue, por e-mail, ao Plano B.

Por que o nome Os Kompressores?
Jack - O nome foi dado pelo Ariel, nosso saxofonista. Eu e o Trajano gostamos na hora. É uma referência à compressão do ar no saxofone e à forma pela qual eu toco o baixo, sempre com duas cordas, como se fosse uma guitarra. E gostamos da sonoridade da pronúncia.
Como nasceu a banda?
Jack - Acredito que o grande prazer de ter uma banda é fazer apresentações, reunir os amigos, desfrutar da música juntamente com as pessoas. Comecei a tocar baixo com o Ariel e depois de um tempo percebemos que poderíamos chamar mais alguém para tocar bateria. O Trajano sempre foi vocalista, mas sempre quis tocar bateria; depois de saber dos nossos ensaios, a iniciativa veio dele mesmo. Foi perfeito, porque todos somos amigos há muito tempo.

As letras são em português...
Jack - A música não tem nacionalidade, mas o português é a língua que todos entendem. Mesmo nas bandas passadas, nunca deixamos de fazer músicas em português. Por outro lado, gosto de ouvir o que uma banda tem a dizer. Acho importante também estabelecer uma identidade musical mais forte em nosso país, em nossa cidade. Curitiba é impressionante, existe aqui uma efervescência de bandas boas e bons músicos. Temos aqui uma musicalidade que só é bem conhecida pelo público que freqüenta os bares. Eu escrevi a maioria das músicas até agora. Mas nós três gostamos de escrever. Temos algumas letras do Ariel, esperando a música certa. O Trajano também é um excelente letrista. Gostamos de falar sobre a vida e como ela passa por nós, sobre acontecimentos, sobre os opostos. Acredito que Os Kompressores têm uma musicalidade “jornalística”, porque gostamos de narrar fatos, contar histórias.
Morphine. Até onde vai a influência?
Jack - Morphine, na minha opinião, é uma das bandas mais fantásticas da recente história do rock and roll. Acredito que eles resgataram e reinventaram uma nova forma de tocar rock (dando aquela lufada de oxigênio, tão importante de tempos em tempos): o “low rock”, estilo já experimentado pelo Back Door nos anos 70. A influência é forte, mas procuramos ter uma identidade própria, até porque nosso gosto musical abrange desde o jazz clássico até o bom punk rock.
Qual a definição de low rock?
Na verdade, essa expressão foi criada sem querer pelo Mark Sandman, do Morphine. Eles nunca tiveram a intenção de criar um estilo novo de rock, mas de tanto serem perguntados sobre o estilo das suas músicas, acabaram respondendo simplesmente que tocavam “low rock”, pela ausência de guitarra e pelo timbre grave do saxofone barítono.

Quais são as outras influências?
Jack - Várias influências... gostamos de jazz, rockabilly, punk rock... Poderia enumerar algumas bandas que servem como inspiração direta, mas não consigo elaborar uma lista fechada.. Mas nossa principal base é mesmo o rock and roll.
Ter uma banda é inspiração ou transpiração?
Jack - As duas coisas, sem dúvida...
Trajano era vocalista, e toca bateria na banda; você sempre tocou guitarra, toca baixo na banda...
Jack - Não somos músicos profissionais, mas amamos sinceramente a música. Eu, particularmente, gostaria de tocar vários instrumentos musicais, mas definitivamente não somos multiinstrumentistas. De qualquer forma, continuo tocando minha guitarra em casa.
Vocês pretendem gravar um cd esse ano?
Jack - Sim, esse é um objetivo para o final do ano. Penso Os Kompressores como um projeto não somente musical, mas como uma via para reunir pessoas que praticam outras formas de expressão artística, como fotografia e desenho, por exemplo. E a realização de um CD envolve várias dessas formas de expressão, razão pela qual será com certeza muito prazeroso.

Serviço
Os Kompressores
Dia 23 de fevereiro, quinta-feira
Korova (David Carneiro, 469)
Entrada 5 reais
Double drink das 20 às 22 horas.

Por que o nome Os Kompressores?
Jack - O nome foi dado pelo Ariel, nosso saxofonista. Eu e o Trajano gostamos na hora. É uma referência à compressão do ar no saxofone e à forma pela qual eu toco o baixo, sempre com duas cordas, como se fosse uma guitarra. E gostamos da sonoridade da pronúncia.
Como nasceu a banda?
Jack - Acredito que o grande prazer de ter uma banda é fazer apresentações, reunir os amigos, desfrutar da música juntamente com as pessoas. Comecei a tocar baixo com o Ariel e depois de um tempo percebemos que poderíamos chamar mais alguém para tocar bateria. O Trajano sempre foi vocalista, mas sempre quis tocar bateria; depois de saber dos nossos ensaios, a iniciativa veio dele mesmo. Foi perfeito, porque todos somos amigos há muito tempo.

As letras são em português...
Jack - A música não tem nacionalidade, mas o português é a língua que todos entendem. Mesmo nas bandas passadas, nunca deixamos de fazer músicas em português. Por outro lado, gosto de ouvir o que uma banda tem a dizer. Acho importante também estabelecer uma identidade musical mais forte em nosso país, em nossa cidade. Curitiba é impressionante, existe aqui uma efervescência de bandas boas e bons músicos. Temos aqui uma musicalidade que só é bem conhecida pelo público que freqüenta os bares. Eu escrevi a maioria das músicas até agora. Mas nós três gostamos de escrever. Temos algumas letras do Ariel, esperando a música certa. O Trajano também é um excelente letrista. Gostamos de falar sobre a vida e como ela passa por nós, sobre acontecimentos, sobre os opostos. Acredito que Os Kompressores têm uma musicalidade “jornalística”, porque gostamos de narrar fatos, contar histórias.
Morphine. Até onde vai a influência?
Jack - Morphine, na minha opinião, é uma das bandas mais fantásticas da recente história do rock and roll. Acredito que eles resgataram e reinventaram uma nova forma de tocar rock (dando aquela lufada de oxigênio, tão importante de tempos em tempos): o “low rock”, estilo já experimentado pelo Back Door nos anos 70. A influência é forte, mas procuramos ter uma identidade própria, até porque nosso gosto musical abrange desde o jazz clássico até o bom punk rock.
Qual a definição de low rock?
Na verdade, essa expressão foi criada sem querer pelo Mark Sandman, do Morphine. Eles nunca tiveram a intenção de criar um estilo novo de rock, mas de tanto serem perguntados sobre o estilo das suas músicas, acabaram respondendo simplesmente que tocavam “low rock”, pela ausência de guitarra e pelo timbre grave do saxofone barítono.

Quais são as outras influências?
Jack - Várias influências... gostamos de jazz, rockabilly, punk rock... Poderia enumerar algumas bandas que servem como inspiração direta, mas não consigo elaborar uma lista fechada.. Mas nossa principal base é mesmo o rock and roll.
Ter uma banda é inspiração ou transpiração?
Jack - As duas coisas, sem dúvida...
Trajano era vocalista, e toca bateria na banda; você sempre tocou guitarra, toca baixo na banda...
Jack - Não somos músicos profissionais, mas amamos sinceramente a música. Eu, particularmente, gostaria de tocar vários instrumentos musicais, mas definitivamente não somos multiinstrumentistas. De qualquer forma, continuo tocando minha guitarra em casa.
Vocês pretendem gravar um cd esse ano?
Jack - Sim, esse é um objetivo para o final do ano. Penso Os Kompressores como um projeto não somente musical, mas como uma via para reunir pessoas que praticam outras formas de expressão artística, como fotografia e desenho, por exemplo. E a realização de um CD envolve várias dessas formas de expressão, razão pela qual será com certeza muito prazeroso.

Serviço
Os Kompressores
Dia 23 de fevereiro, quinta-feira
Korova (David Carneiro, 469)
Entrada 5 reais
Double drink das 20 às 22 horas.

ranz wrote: