ESPECIAL ALFRED HITCHCOCK


“Festim Diabólico” foi um dos maiores desafios técnicos da carreira de Alfred Hitchcock. Foi seu primeiro filme colorido e manteve, de certa forma, as características da montagem original para teatro, praticamente sem cortes. Toda a ação se desenvolve num apartamento em Nova York, onde dois rapazes homossexuais estrangulam um colega de turma e escondem o seu corpo num baú, apenas para experimentar a sensação de assassinar alguém. Minutos depois, realizam um coquetel, que acontece em volta do baú, e recebem, entre os convidados, os pais do morto e a sua ex-noiva. A dica de hoje é do desenhista Guilherme Caldas.

FESTIM DIABÓLICO



Foto Marcelo Dallegrave

Interferência Guilherme Caldas


“Festim Diabólico” (Rope/1948) é o meu preferido por uma questão de linguagem. Acho muito foda o filme ser inteiro num plano seqüência, numa época sem as facilidades técnicas de hoje.

Uma coisa que me incomoda muito em algumas produções de hoje é a mania que o diretor tem (ou quem quer que seja) de levar o filme inteiro em cortes de três segundos. Parecem aqueles sujeitos com cacoete. Às vezes parece que o filme todo é um trailer de uma hora e meia.

Guilherme Caldas é fundador, em parceria com a sua mulher, Fernanda Ayres, da grife Candyland Comics, no mercado desde 1999. A loja em Curitiba, que conta com distribuidores em outros estados, leva a linguagem dos quadrinhos para diversos suportes, como camisetas, agasalhos, pôsteres e cartões postais, entre outros. As estampas e etiquetas que agregam mini-historias em quadrinhos são produzidas em parceria com artistas nacionais e internacionais. Para saber mais acesse http://www.candyland.com.br

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