21/01: O Vaticano que se cuide
Category: Cotidiano
Posted by: Melissa Medroni
Fotos Marcelo Dallegrave
O jogador do Milan Kaká não é o único. Ele é apenas o mais conhecido dos 20 mil evangélicos protestantes que se estima existirem na Itália. Mas para freqüentar os cultos, ainda uma novidade na terra do papa, o jogador teria que sair de casa sem os seus ternos Armani, porque não ia pegar bem atravessar a capital da moda para ostentar a sua glória pessoal nos bairros da periferia, onde se encontram a maioria dos templos.

Assim como no Brasil, os templos evangélicos na Itália concentram-se nas áreas mais carentes das grandes cidades e do perímetro rural, abandonadas pela fé católica e pelo poder público. E, assim como no Brasil, os evangélicos investem na "batucada" para conquistar fiéis, geralmente italianos ou membros da comunidade brasileira que vivem no exterior. Quem aponta o fenômeno é Antonio Forni, no site italiano sobre cultura brasileira Musibrasil.

Impulsionadas pela comunicação via Internet e a pela introdução de apresentações gospel nos cultos, com cantores e até bandas, as igrejas evangélicas brasileiras espalharam-se de norte a sul do país da tarantela, sob as mais diversas denominações - Assembléia de Deus, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Metodista Livre, etc. As celebrações são realizadas em português e em italiano, assim como é bilíngüe o material impresso e cantado.

No Brasil, os evangélicos correspondem a 15,4% da população, segundo dados do IBGE, concentrando-se principalmente no extremo norte do país, especificamente no Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia. Na Itália, estas comunidades religiosas são mais comuns no sul, principalmente na Sicília e na Calábria, não por coincidência as áreas mais pobres, embora também sejam encontradas na capital econômica do país, Milão, e até debaixo do nariz do papa, em Roma.

Novos ministros estão sendo recrutados no Brasil para levar ao país sede da fé católica “uma nova forma de interpretação de Jesus” e a possibilidade de se converter espontaneamente ao evangelismo, sem a imposição batismal antes de se adquirir uma consciência espiritual. O conceito tem sido bem recebido - acredita-se que cada templo evangélico na Itália tenha uma média de 500 a 800 fiéis, embora ainda não existam dados precisos. O Vaticano que se cuide.
O jogador do Milan Kaká não é o único. Ele é apenas o mais conhecido dos 20 mil evangélicos protestantes que se estima existirem na Itália. Mas para freqüentar os cultos, ainda uma novidade na terra do papa, o jogador teria que sair de casa sem os seus ternos Armani, porque não ia pegar bem atravessar a capital da moda para ostentar a sua glória pessoal nos bairros da periferia, onde se encontram a maioria dos templos.
Assim como no Brasil, os templos evangélicos na Itália concentram-se nas áreas mais carentes das grandes cidades e do perímetro rural, abandonadas pela fé católica e pelo poder público. E, assim como no Brasil, os evangélicos investem na "batucada" para conquistar fiéis, geralmente italianos ou membros da comunidade brasileira que vivem no exterior. Quem aponta o fenômeno é Antonio Forni, no site italiano sobre cultura brasileira Musibrasil.
Impulsionadas pela comunicação via Internet e a pela introdução de apresentações gospel nos cultos, com cantores e até bandas, as igrejas evangélicas brasileiras espalharam-se de norte a sul do país da tarantela, sob as mais diversas denominações - Assembléia de Deus, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Metodista Livre, etc. As celebrações são realizadas em português e em italiano, assim como é bilíngüe o material impresso e cantado.
No Brasil, os evangélicos correspondem a 15,4% da população, segundo dados do IBGE, concentrando-se principalmente no extremo norte do país, especificamente no Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia. Na Itália, estas comunidades religiosas são mais comuns no sul, principalmente na Sicília e na Calábria, não por coincidência as áreas mais pobres, embora também sejam encontradas na capital econômica do país, Milão, e até debaixo do nariz do papa, em Roma.
Novos ministros estão sendo recrutados no Brasil para levar ao país sede da fé católica “uma nova forma de interpretação de Jesus” e a possibilidade de se converter espontaneamente ao evangelismo, sem a imposição batismal antes de se adquirir uma consciência espiritual. O conceito tem sido bem recebido - acredita-se que cada templo evangélico na Itália tenha uma média de 500 a 800 fiéis, embora ainda não existam dados precisos. O Vaticano que se cuide.

Hugo Rafael Lúcio da Silva wrote: