texto de Tuti Maioli


Untitled # 188,1989 (Disasters)The Museum of Modern Art, New York.
Don de la Dannheisser Foundation © Cindy Sherman


Quando se fala em fotografia feita por mulheres, dois nomes vêm à tona: Nan Goldin e Cindy Sherman. O que elas têm em comum: nasceram nos anos 50. As linhas são diferentes, por exemplo, Goldin fotografou doentes de Aids, travestis, draq queens, cenas de vida e morte. Direta. Sherman, por sua vez, fotografou-se, quase sempre como representação em vários personagens. A Kunsthaus de Bregenz, Áustria, dedica a ela uma retrospectiva, reunindo os seus trabalhos dos anos 1975 até 2005.


As palavras chaves dos anos 70: Performance e Art Body, onde o corpo é usado como meio para reflexões. As fotos de Cindy aparentemente assumem um valor biográfico, sendo que, na realidade, ela só encena e elas nunca vão em torno da pessoa Cindy Sherman. Seus trabalhos são feitos com ajuda de maquiagem, fantasias, próteses. Às vezes paradoxos, às vezes violentos, encenam estes trabalhos como referência a esterótipos culturais e sociais.

Os seus trabalhos começaram a ser reconhecidos internacionalmente a partir de 1977, com “Untitled Film Stills, uma série de fotos em branco e preto, com toques de filmes em estilo B, filmes de horror e Nouvelle Vague. Nos anos 90 ela se dedicou ao tema quadros de antigos pintores, numa série “History Portraits”. Os mais recentes ela se faz fotografar como palhaço. A retrospectiva será exibida a partir de fevereiro, no Museu de Arte Moderna Louisiana (Dinamarca) e no Martin-Gropius-Bau (Berlim), em junho de 2007. Mais informações sobre Cindy Sherman: www.cindysherman.com


Untitled # 409, 2002 [Hollywood/Hampton Types] © Cindy Sherman


Untitled # 316, 1995 (Masks)Collection M.J.S., Paris © Cindy Sherman


Untitled # 412, 2004 [Clowns], Collection Margaret et Daniel Loeb © Cindy Sherman


Untitled # 58, 1980 [Untitled Film Stills] Metro Pictures, New York © Cindy Sherman