01/02: Ribeirão Claro, a cidade que mudou de lugar
Category: General
Posted by: Melissa Medroni
fotos: theo marques
Chegamos em Ribeirão Claro numa sexta-feira. A população estava toda nas ruas: os velhinhos jogando truco e escopa na praça, os meninos sentados nos bancos de olho nas garotas que desfilavam aos risinhos e as donas de casa fazendo compras na Feira da Lua, realizada todas as sextas, nas quais fazendeiros de chapéu vendem seus produtos diretamente aos moradores da cidade.

Foi nesse clima acolhedor que conhecemos o Museu Histórico de Ribeirão Claro, sediado no casarão que serviu de moradia a um famoso músico da cidade, Luiz Carlos Paraná, na década de 30, e que hoje leva o seu nome. Encontramos tudo desmontado por causa de uma dedetizaçao, mas descobrimos, em poucas fotos e objetos, histórias interessantes como a do dia em que a cidade mudou de lugar.
O “Dia da Mudança” aconteceu no final século 19. Prefeito, vereadores e famílias inteiras deslocaram-se em carros de boi, carroças, a cavalo e a pé, trazendo seus pertences e animais. Deixaram a vila de Maria Ferreira ou Vila do Espírito Santo do Itararé, as margens do rio Itararé - que separa São Paulo e Paraná – então seriamente acometida por uma epidemia de malária.

Foram necessários intensos debates até a população decidir abandonar a vila e instalar-se em outra localidade. O lugar escolhido desfrutava de águas limpas e claras e de uma fértil terra roxa para o plantio de café, que já atraíra alguns colonos italianos. Os recém chegados construíram casas de casas de barro, pau-a-pique cobertas de sapé e outras de alvenaria.
Assim nasceu o município de Ribeirão Claro, criado oficialmente com esse nome em 1908. Uma cidade tranqüila e acolhedora, onde os velhinhos jogam baralho na praça, os meninos sentados nos bancos ficam de olho nas garotas que desfilavam aos risinhos...

sinal de gato
Chegamos em Ribeirão Claro numa sexta-feira. A população estava toda nas ruas: os velhinhos jogando truco e escopa na praça, os meninos sentados nos bancos de olho nas garotas que desfilavam aos risinhos e as donas de casa fazendo compras na Feira da Lua, realizada todas as sextas, nas quais fazendeiros de chapéu vendem seus produtos diretamente aos moradores da cidade.

Foi nesse clima acolhedor que conhecemos o Museu Histórico de Ribeirão Claro, sediado no casarão que serviu de moradia a um famoso músico da cidade, Luiz Carlos Paraná, na década de 30, e que hoje leva o seu nome. Encontramos tudo desmontado por causa de uma dedetizaçao, mas descobrimos, em poucas fotos e objetos, histórias interessantes como a do dia em que a cidade mudou de lugar.
O “Dia da Mudança” aconteceu no final século 19. Prefeito, vereadores e famílias inteiras deslocaram-se em carros de boi, carroças, a cavalo e a pé, trazendo seus pertences e animais. Deixaram a vila de Maria Ferreira ou Vila do Espírito Santo do Itararé, as margens do rio Itararé - que separa São Paulo e Paraná – então seriamente acometida por uma epidemia de malária.

Foram necessários intensos debates até a população decidir abandonar a vila e instalar-se em outra localidade. O lugar escolhido desfrutava de águas limpas e claras e de uma fértil terra roxa para o plantio de café, que já atraíra alguns colonos italianos. Os recém chegados construíram casas de casas de barro, pau-a-pique cobertas de sapé e outras de alvenaria.
Assim nasceu o município de Ribeirão Claro, criado oficialmente com esse nome em 1908. Uma cidade tranqüila e acolhedora, onde os velhinhos jogam baralho na praça, os meninos sentados nos bancos ficam de olho nas garotas que desfilavam aos risinhos...

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copas wrote: